terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O aniversário da TecnoMetal

Conforme é sabido a AIMMAP cumpre em 2009 o seu 30º aniversário, efeméride que pretende comemorar em conjunto com todos aquele com que se relaciona.

Na edição do jornal “Diário Económico” do passado dia 4 de Fevereiro foi publicado um artigo alusivo a esse assunto, o qual se transcreve nas linhas subsequentes.


"30º Aniversário da “TecnoMetal”

No contexto da sua cada vez mais alargada e relevante actividade, a AIMMAP publica bimestralmente a “TecnoMetal”, uma revista de carácter técnico-científico, com uma tiragem média de mais de 3.000 exemplares.
A “TecnoMetal” foi criada em 1979 pela AIMMAP, sendo actualmente, no seu segmento editorial, não só a líder de audiências como também a mais prestigiada publicação portuguesa.
No próximo mês de Março a revista completará trinta anos de publicação ininterrupta, sempre pautada por elevados parâmetros de qualidade. No sentido de comemorar o trigésimo aniversário da revista de forma condigna, a AIMMAP levará a efeito um conjunto de iniciativas do maior interesse.
A mais emblemática das acções a efectuar nesse âmbito será a realização do “FORUM 30 ANOS TECNOMETAL”, subordinado ao tema “Divulgar o conhecimento e promover a inovação”, o qual terá lugar no próximo dia 13 de Março na sede da AIMMAP, no Porto.
O referido evento contará com a presença do Presidente da Direcção da AIMMAP, António Saraiva, bem como de diversas personalidades de relevo no mundo da ciência e da tecnologia, algumas delas em representação de entidades em que a AIMMAP está directamente envolvida, como são os casos do CATIM, do CENFIM e da PRODUTECH.
Ainda no âmbito da cerimónia, será anunciado o vencedor da primeira edição do “Prémio TecnoMetal”, o qual premiará o melhor artigo publicado na revista sobre o tema “Inovação & Design”. Para além desta e de outras acções a divulgar brevemente, há ainda a destacar no programa de comemorações o facto de, para a primeira edição da revista em 2009 – n.º 180 –, estar prevista a publicação de alguns textos de referência ao aniversário, sendo ainda propósito dos responsáveis da revista que a essa edição possam associar-se todos aqueles que ao longo dos anos têm mantido ligação à “TecnoMetal”, como leitores, anunciantes ou associados da AIMMAP.Concretizada a comemoração desta efeméride, o principal propósito da Direcção da AIMMAP será agora o de que a “TecnoMetal” continue a crescer no futuro.
É precisamente nesse sentido que a AIMMAP está já a trabalhar, procurando continuar a enriquecer a revista nas suas sucessivas edições, com artigos de qualidade sobre matérias que interessem aos seus leitores em geral e aos seus associados em particular.
No essencial, pretende esta associação que a “TecnoMetal” continue a distinguir-se pela qualidade e que seja também ela um veículo de ilustração da excelência não só da AIMMAP como também do sector metalúrgico e metalomecânico em geral.
Dessa forma cumprirá a AIMMAP, também por essa via, o papel que cada vez mais se orgulha de concretizar: auxiliar as suas empresas a serem fortes e competitivas numa economia cada vez mais globalizada.
A Direcção da AIMMAP"

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O PRODUTECH

Em conjunta com outras instituições e empresas a AIMMAP criou recentemente uma nova associação – a PRODUTECH -, a qual apresentou já um projecto para criação de um Pólo de Competitividade e Tecnologia no âmbito do agregado das empresas produtoras e utilizadoras de tecnologias.

Trata-se de uma muito relevante iniciativa que, como tal, mereceu a atenção do Presidente da Direcção da AIMMAP no editorial da última edição da “TecnoMetal”.

Tendo em consideração a importância desta matéria, transcreve-se neste blogue o referido editorial.

"Inovação

Desde há muito que é para todos evidente que as empresas portuguesas estão obrigadas a desenvolver produtos que sejam susceptíveis de se distinguirem nos mercados globais como sendo de reputada qualidade.
Esse é aliás um dos vectores essenciais da estratégia assumida e delineada pela actual Direcção da AIMMAP.
A grave crise financeira com que actualmente nos confrontamos, ao invés de nos desmoralizar deve sim fazer acentuar a nossa aposta numa produção de qualidade.
Nesse sentido, a inovação dos produtos reveste-se de uma importância primordial.
Temos procurado chamar a atenção dos nossos associados para tal facto, sendo naturalmente muitos os exemplos do nosso trabalho nesse sentido.
Gostaria em todo o caso, nesta oportunidade, de sublinhar uma iniciativa recentemente levada a efeito pela AIMMAP em conjunto com inúmeras empresas e com outras instituições, nomeadamente do sistema científico e tecnológico nacional.
Reporto-me concretamente à constituição da “PRODUTECH – Associação para as Tecnologias de Produção Sustentável”, a qual terá por fim a implementação de iniciativas e estratégias de eficiência colectiva que visem a inovação, a qualificação, a internacionalização e a modernização das empresas produtoras e utilizadoras de tecnologias para a produção.
Essa associação apresentou já um projecto para criação de um Pólo de Competitividade e Tecnologia no âmbito do agregado das empresas produtoras e utilizadoras de tecnologias.
Os seus principais objectivos passam essencialmente pela criação de sinergias entre as empresas e entre estas e as entidades de suporte à respectiva actividade, tais como centros tecnológicos, instituições do sistema científico e tecnológico nacional ou centos de formação.
Neste âmbito, o fomento da inovação nos produtos e nos processos será seguramente a principal meta a atingir.
A AIMMAP está certa da importância deste projecto para as empresas do sector, não só as que produzem tecnologias como também as que destas são apenas utilizadoras.
Convém agora que lancemos mão à obra, contribuindo assim para o desenvolvimento das nossas empresas, neste sector metalúrgico e metalomecânico cada vez mais estruturante no contexto da economia nacional.
António Saraiva
Presidente da Direcção da AIMMAP"

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A base de todas as indústrias

Conforme é sabido, os bens de equipamento encontram-se na base de todas as indústrias.

Infelizmente, o Estado português parece tardar em ter consciência dessa verdade inquestionável.

No editorial da última edição da “TecnoMetal”, o Presidente da Direcção da AIMMAP abordou esse importante assunto.

Tendo em conta a pertinência da posição pelo mesmo defendida, transcreve-se nas linhas subsequentes o referido editorial.

"Bens de equipamento

No momento em que esta edição da “TecnoMetal” é distribuída, está a ter lugar, na Exponor, a 12ª edição da “EMAF – Exposição Internacional de Máquinas-ferramentas e Acessórios”.
Este certame tem merecido ao longo das suas sucessivas edições um importante e crescente apoio da AIMMAP.
Inclusivamente, tal como é sabido, a AIMMAP constituiu internamente em 2004 a chamada “Comissão EMAF”, a qual, integrada por representantes da AIMMAP e por diversos expositores portugueses, tem vindo a contribuir decisivamente para o sucesso da feira ao longo das últimas edições.
Naturalmente, esta postura da AIMMAP decorre do facto de estar convicta da importância do certame para os fabricantes portugueses dos subsectores pelo mesmo abrangidos.
E queremos sinceramente, enquanto legítimos representantes de tais fabricantes, tudo fazer no sentido de acautelar devida e permanentemente os seus interesses.
Nesse sentido, aproveitando a oportunidade da realização deste certame, gostaria de chamar a atenção para a importância estratégica na economia portuguesa não só das máquinas-ferramentas em particular mas também dos bens de equipamento em geral.
Nenhuma economia poderá ser verdadeiramente competitiva se não fabricar com qualidade os equipamentos que se encontram na base de todas as indústrias.
O fabrico dos bens de equipamento é pois verdadeiramente estruturante em qualquer economia evoluída.
Tal como sucede em geral relativamente a todo o sector metalúrgico e metalomecânico, também neste âmbito mais específico dos bens de equipamento continua a verificar-se que o Estado português tem alguma dificuldade em compreender a respectiva importância.
Aliás, é visível que o Estado português continua a não encarar esta indústria como uma das suas prioridades.
Veja-se a esse propósito, aliás, as iniciativas a que o mesmo se associa e facilmente se constata que nunca esta indústria fundamental para o país é sequer citada.
Esta permanente indiferença suscita a maior perplexidade. Afinal de contas, o sector metalúrgico e metalomecânico em geral e os fabricantes de bens de equipamento em particular são inequivocamente aqueles que mais contribuem para o acréscimo das exportações portuguesas.
Pelo que, na lógica seguida pelo actual governo de que apenas os melhores devem ser apoiados, esperamos que o Estado português finalmente desperte para a nossa incontornável importância no contexto da economia nacional.
Definitivamente, não estamos nem queremos estar de mãos estendidas à espera de subsídios. Pelo contrário, limitamo-nos a exigir o cumprimento daquilo que nos é devido, reclamando os incentivos e estímulos que a nossa própria importância justifica.
António Saraiva
Presidente da Direcção da AIMMAP"

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Linha Porto-Vigo em alta velocidade ferroviária

O Presidente da Direcção da AIMMAP abordou esta importante questão no editorial da última edição da “TecnoMetal”.

Sendo certo que a matéria em causa se assume da maior importância para um conjunto significativo de empresas e cidadãos, transcreve-se neste blogue o referido editorial.

Entretanto, sublinha-se que, no texto em causa, o Presidente da Direcção da AIMMAP faz referência ao facto de a FELUGA não ter recebido qualquer resposta do Governo português a um pedido de esclarecimento que aquela lhe endereçara sobre essa matéria.

No momento em que o texto foi escrito essa ausência de resposta era uma realidade. Sucede no entanto que, já depois de a revista ter sido enviada para impressão, a FELUGA acabou por receber o solicitado esclarecimento por parte da administração da RAVE.

Assim sendo, para melhor esclarecimento de todos, edita-se neste blogue a carta enviada à FELUGA pela administração da RAVE, a qual poderá ser encontrada como comentário a este post.

"Alta velocidade ferroviária

Desde há alguns anos que os nossos Governos têm vindo a defender como prioritária a construção em Portugal de uma rede de alta velocidade ferroviária.
Parecia assente para todos que esse seria um projecto da maior importância para o país.
Não obstante, foi persistindo a habitual indecisão portuguesa no que concerne aos termos em que o projecto seria levado a efeito.
As questões relacionadas com a construção da linha Porto-Vigo são verdadeiramente paradigmáticas a esse propósito. Ora, não seria para integrar no projecto, ora seria das mais importantes, ora deveria ter mais paragens, ora não deveria ter paragens nenhumas.
A AIMMAP e fundamentalmente a FELUGA têm acompanhado com elevada expectativa essa questão, até porque, no seu entendimento, a construção da linha em causa assume-se como da maior relevância para a coesão e o desenvolvimento do espaço económico do noroeste peninsular.
Nesse sentido, ainda muito recentemente, a FELUGA solicitou às autoridades portuguesas o ponto de situação a esse respeito. Muito concretamente, questionou o governo português a propósito do que pretende nesse âmbito.
Até ao momento não foi obtida nenhuma resposta concreta, o que deve sublinhar-se não ser para nós muito surpreendente.
Mas não podemos deixar de confessar a nossa perplexidade pelos últimos desenvolvimentos que o assunto está a sofrer. E já não no que se refere especificamente à linha Porto-Vigo, mas sim relativamente à própria execução do projecto no seu todo.
De facto, é a construção da própria rede que começa a ser questionada por diversos responsáveis políticos portugueses.
Mais do que o continuar dos ziguezagues, parece que se quer virar o bico ao prego.
Esta aparente inflexão gera a maior estupefacção. Quando um projecto destes começa a ser questionado de forma tão imprevista e com tão grande veemência por alguns que ainda há pouco o defendiam, só nos resta uma de três conclusões possíveis: ou o projecto nunca foi sentido como verdadeiramente estratégico, ou ocorreu entretanto algo de muito grave que impõe que o mesmo seja descartado, ou, uma vez mais, estamos a submeter as prioridades da economia às tácticas eleitoralistas e/ou aos clientelismos.
A primeira hipótese é inaceitável num regime democrático governado por pessoas responsáveis. E a segunda afigura-se como totalmente inconcebível face ao que é conhecido, até porque o que nos tem sido apregoado é que a situação económica do país tem vindo a melhorar.
Pelo que ficamos aparentemente limitados à última das três alternativas. Ou seja, que se pretende desistir do projecto de forma leviana e demagógica, porque eventualmente o mesmo deixou de ser popular aos olhos dos eleitores e/ou atractivo para os interesses de alguns grupos económicos do regime.
Enquanto Presidente da Direcção da AIMMAP não posso deixar de denunciar esta subtil tentativa de nos enganarem. E espero sinceramente que os agentes económicos não pactuem com estas manobras.
Se o poder político pretende desistir do projecto, vai ter de nos explicar muito bem porque razão é hoje descartável o que ontem era prioritário.
António Saraiva
Presidente da Direcção da AIMMAP"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

ENERGIA

Tendo em conta a importância da racionalização do consumo de energia nas empresas, o Presidente da Direcção da AIMMAP abordou essa matéria no editorial da última edição da Tecnometal.

Considerando a actualidade e a importância do tema, decidimos transcrever neste blogue o texto do citado editorial.

"Poupança energética

A energia é actualmente uma das áreas que oferece melhores e maiores perspectivas de negócios aos mais diversos agentes económicos.
Aliás, são inúmeras as empresas do sector metalúrgico e metalomecânico que se têm preocupado em posicionar correctamente nesse domínio, no sentido de estarem preparadas para a economia do futuro.
Este tema da energia é em todo o caso muito mais vasto do que isso, devendo ser uma prioridade para todas as empresas industriais em geral e para as empresas do nosso sector em particular.
Ou seja, não interessa apenas àqueles que operam directamente como produtores de energia, dizendo igualmente respeito às empresas consumidoras.
A AIMMAP está atenta a essa realidade, tendo celebrado em 2007 um protocolo de cooperação com a operadora UNIÓN FENOSA, no sentido de promover a eficiência no consumo de energia eléctrica no seio das empresas suas associadas.
No âmbito de tal protocolo, tal como foi oportunamente noticiado, foram realizadas auditorias energéticas a algumas empresas filiadas na AIMMAP, as quais puderam assim avaliar o estado em que se encontram nessa área.
Em resultado de tais auditorias, as empresas auditadas tiveram oportunidade de detectar ineficiências energéticas nas suas instalações, bem como de avaliar os custos de implementação das medidas sugeridas e o respectivo tempo de recuperação do investimento necessário para o efeito.
E concluiu-se inclusivamente nesse âmbito que as poupanças estimadas na sequência da eventual implementação das medidas propostas pelos auditores poderão representar cerca de 16% do total da energia eléctrica consumida actualmente pelas empresas auditadas.
Está a AIMMAP absolutamente ciente de que também aqui se encontra no bom caminho para poder auxiliar as empresas suas associadas.
Com efeito, a racionalização e a poupança energéticas são instrumentos decisivos para a competitividade das empresas portuguesas do sector metalúrgico e metalomecânico.
Durante décadas, foram raras as empresas que se preocuparam em racionalizar verdadeiramente o seu consumo energético.
Mas na actualidade, é decisivo que repensem a sua postura em tal domínio. Não só porque o preço da energia tende a aumentar – apesar de nos dizerem recorrentemente o contrário -, como também porque os gastos em energia vão adquirindo um peso relativo crescente na estrutura de custos da generalidade das empresas.
Os ganhos emergentes de uma maior poupança energética podem assim revestir-se de uma enorme importância para que as empresas portuguesas possam manter-se competitivas nos mercados globais.
Enquanto Presidente da Direcção da AIMMAP espero sinceramente que as empresas nossas associadas estejam cada vez mais atentas e sensibilizadas para esta tão importante questão.
Da nossa parte, podemos garantir que continuaremos atentos ao assunto e que procuraremos levar a efeito novas iniciativas com o objectivo de promover a poupança energética.
Até porque, no nosso sector, esse é muito provavelmente um dos mais importantes desafios que se colocam às empresas.
António Saraiva
Presidente da Direcção da AIMMAP"

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O PAPEL DA “TECNOMETAL”

No editorial da última edição da “TecnoMetal”, o Presidente da Direcção da AIMMAP, enfatizou a forma rara com que essa revista sempre conseguiu assumir-se como um elo de ligação entre a indústria e a universidade.
Dado o interesse e o significado do texto, passamos a publicá-lo nas linhas subsequentes.


"Indústria e Universidade

Esta revista, de que a AIMMAP tem o enorme orgulho de ser proprietária, sempre procurou prosseguir uma linha editorial que pudesse conciliar as expectativas do mundo empresarial com as inquietações do mundo académico.

Como agora todos reconhecem, a ligação entre a indústria e a universidade é verdadeiramente fundamental para o desenvolvimento da economia nacional.

Mas o certo é que, durante décadas, uma e outra persistiram incompreensivelmente de costas voltadas.

Ao longo dessas mesmas décadas de diálogo surdo, a TecnoMetal teve o mérito de também nesse âmbito ser diferente.

Dirigindo-se simultaneamente a industriais e académicos, tem vindo a procurar assumir-se como um verdadeiro facilitador do diálogo entre uns e outros. Divulgando as novidades da indústria à universidade e sensibilizando as empresas para a importância da informação científica.

O inequívoco sucesso que a revista obteve não nos inibiu contudo de a querer melhorar.

Pelo que, na edição anterior da TecnoMetal, foi dado mais um importante passo no plano de acção de reformulação da revista.

Conforme os nossos leitores puderam constatar, não só prosseguimos a mudança dos traços editoriais da revista como também reformulámos a sua própria imagem.

Estamos certos de que esta evolução irá contribuir para uma ainda maior capacidade de sedução da revista.

Quero no entanto sublinhar que estas alterações de forma alguma poderão por em causa a nossa história ou, menos ainda, a filosofia que sempre esteve subjacente a este projecto.

A TecnoMetal continuará pois o seu trabalho ao serviço do sector metalúrgico e metalomecânico em particular e da indústria nacional em geral. Com uma especial vocação e apetência para os problemas das PME’s. E com o propósito inabalável de, modestamente, continuar a ser um verdadeiro interface entre a indústria e a universidade.

Esperamos agora mais 30 anos de sucesso editorial.

António Saraiva

Presidente da Direcção da AIMMAP"

segunda-feira, 17 de março de 2008

SOBRE A HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

A AIMMAP tem projectadas algumas iniciativas neste âmbito da higiene e segurança no trabalho para o ano de 2008.

No editorial da última edição da “TecnoMetal”, o Presidente da Direcção da AIMMAP, António Saraiva, antecipou os propósitos da associação nesse domínio, enfatizando igualmente a circunstância de o sector metalúrgico e metalomecânico revelar uma sensibilidade crescente para assunto de tão grande importância para todos os cidadãos em geral.

Justifica-se pois, dada a importância do assunto, que se transcreva neste blogue o texto correspondente ao supra citado editorial.

"HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

A higiene e segurança no trabalho tem vindo a adquirir uma importância crescente na vida das empresas. Com cada vez maior ênfase, este assunto é hoje uma prioridade para gestores e trabalhadores.
É justo que assim seja. Os trabalhadores são seguramente os maiores activos das empresas. E as pessoas são, enquanto tal, o único activo verdadeiramente importante da sociedade.
É com grande satisfação que, enquanto Presidente da Direcção da AIMMAP, constato que as empresas do sector metalúrgico e metalomecânico revelam uma grande sensibilidade para esta matéria. E é reconfortante verificar que essa mesma sensibilidade decorre essencialmente de uma forte consciência social das pessoas que dirigem as empresas e não tanto de uma resposta acrítica a imposições legais.
Independentemente das razões, o certo é que são cada vez em maior número as iniciativas protagonizadas por empresas deste sector no sentido de melhorarem as condições de trabalho e de reduzirem a sinistralidade laboral.
Os resultados desses esforços e iniciativas começam a ser visíveis. Ao contrário do que provavelmente sucedia há alguns anos atrás, actualmente, na maioria das empresas do nosso sector, a gravidade subjacente aos acidentes de trabalho verificados já não é preocupante. E mesmo no que se refere ao número de acidentes ocorridos, é inequívoco que o mesmo tem vindo claramente a baixar.
Estes são pois motivos de orgulho para todos nós, que além disso nos tornam merecedores de um maior respeito e consideração da parte da comunidade.
A AIMMAP tem procurado contribuir com o seu esforço nesse sentido. Nomeadamente, fez publicar um Manual de Segurança para o sector, tem realizado seminários e sessões de sensibilização sobre a matéria e tem-se empenhado em divulgar e disseminar boas práticas e bons exemplos.
Durante o ano de 2008, procuraremos incrementar a nossa actividade nesse âmbito.
Fá-lo-emos em primeira instância através de iniciativas promovidas directamente pela AIMMAP. Mas recorreremos igualmente à colaboração dos nossos parceiros habituais: o CATIM, o CENFIM, a AFTEM, a empresa “FACTOR SEGURANÇA” ou o Grupo “VIDA ECONÓMICA”.
Todas estas são instituições credíveis e fiáveis. E além disso, não temos dúvidas de que estão tão empenhadas quanto nós na melhoria da qualidade de vida nas nossas empresas, no nosso sector e na nossa economia em geral.
Estamos certos de que também os nossos associados nos apoiarão fortemente nesse trabalho. E contamos com os seus bons exemplos e o seu empenho no sentido de, em conjunto, conseguirmos transmitir à sociedade civil e ao poder político uma boa imagem do sector nesse âmbito.
É que, nestas matérias, não basta sermos bons e cumpridores. É preciso que, além disso, todos percebam claramente que o somos.
António Saraiva
Presidente da Direcção da AIMMAP"