sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cooperação na compra de energia elétrica

Na edição n.º 205 da “TecnoMetal”, Aníbal Campos, presidente da direção da AIMMAP e também diretor da revista em causa, manifestou a sua satisfação pelo facto de a iniciativa de compra de energia elétrica promovida pela AIMMAP ter merecido destaque na comunicação social e estar a ser reconhecida na sociedade civil.

Nesse contexto, o presidente da AIMMAP assumiu o compromisso da associação de tentar fazer mais e melhor no domínio da cooperação, pedindo igualmente às empresas associadas que correspondam ao desafio que esse compromisso tem subjacente.

Considerando a importância e a atualidade do tema, transcreve-se nas linhas subsequentes o referido editorial.

"Compra de energia elétrica em grupo é um excelente caso de cooperação

Com destaque na primeira página, uma edição recente do Jornal de Negócios, no âmbito de um extenso trabalho sobre eficiência energética, deu grande relevo à iniciativa da AIMMAP de criação de uma pool para compra de energia elétrica em grupo.
No referido artigo o jornal em referência deu nota detalhada das potencialidades da iniciativa, sublinhando que as empresas aderentes às duas primeiras edições obtiveram poupanças reais de 6% a 15% na respetiva fatura elétrica.
Inclusivamente o jornal teve oportunidade de ouvir e citar o meu colega e amigo José Manuel Fernandes, o qual, na qualidade de Chairman da FREZITE, declarou ter a sua empresa obtido ganhos significativos em consequência da adesão a esta pool.
Enquanto presidente da direção da AIMMAP, tenho de confessar que o destaque que a comunicação social tem concedido a esta nossa iniciativa é naturalmente um motivo de satisfação e orgulho.
Mas mais do que isso, o importante é que a sociedade civil possa ter a noção de que as empresas portuguesas sabem cooperar e criar sinergias em prol de benefícios coletivos.
Esta nossa iniciativa é sem quaisquer dúvidas um excelente exemplo de cooperação no âmbito do setor metalúrgico e metalomecânico.
A nossa associação tem conseguido dar provas nesse domínio, tanto neste caso da compra de energia como também, por exemplo, na mediação de seguros, na promoção da internacionalização, nos transportes, na contratação coletiva, na formação ou até na investigação e desenvolvimento.
Dizer-se que a união faz a força pode ser mais do que a expressão de um simples lugar comum. Aqui na AIMMAP, começa a ser cada vez mais uma forma de estar.
O nosso objetivo será seguramente o de que mais empresas associadas possam aderir à pool de energia, contratar os seus seguros com os nossos parceiros ou integrar os projetos de internacionalização da AIMMAP.
A participação das empresas associadas nestas iniciativas da AIMMAP permite-lhes obter ganhos muito significativos, bem superiores aos montantes que pagam a título de quotas.
Vamos continuar a acarinhar estes projetos verdadeiramente fundamentais. Vamos dessa forma continuar a sensibilizar os nossos associados para os benefícios emergentes da cooperação.
Num momento histórico de dificuldades brutais para a indústria nacional, temos de encontrar formas de reduzir os nossos custos estruturais. A cooperação é indubitavelmente uma das melhores formas de viabilizar essa redução.
E quero a esse respeito deixar aqui o compromisso de que a AIMMAP irá desenvolver novas iniciativas no domínio da cooperação que sejam efetivamente úteis para as empresas associadas. Para esse efeito, bastará apenas que as nossas empresas demonstrem interesse real nesse sentido. E a verdade é que há um grande campo de ação nesse domínio.
Esperamos pois que as empresas associadas se sintam cada vez mais sensibilizadas para a importância destas nossas iniciativas. Aliás, o compromisso que assumimos de fazer cada vez mais e melhor deve ser entendido pelas empresas como um desafio que lhes é colocado.
Temos a convicção de que as empresas não se irão furtar a esse desafio. Para seu próprio benefício e em prol do bem comum.
O Presidente da Direção
Aníbal Campos
"

segunda-feira, 18 de março de 2013

TecnoMetal entrevista Aníbal Campos

O Presidente da Direção da AIMMAP, Aníbal Campos, concedeu uma entrevista à revista “TecnoMetal”, publicada na edição n.º 204, na qual anunciou a sua recandidatura ao cargo que ocupa.

Aproveitou ainda para fazer um balanço do mandato agora prestes a findar e manifestar os projetos para os próximos 3 anos.

Atendendo à importância deste assunto, publica-se nas linhas subsequentes, na íntegra, o texto da entrevista em causa.

"TECNOMETAL entrevista Aníbal Campos, Presidente da Direção da AIMMAP“Estou disponível para um novo mandato como Presidente da Direção da AIMMAP”

Em entrevista à TecnoMetal, Aníbal Campos, Presidente da Direção da AIMMAP, anuncia a sua disponibilidade para se recandidatar ao mesmo cargo, fazendo um balanço do seu primeiro mandato e revelando os principais projetos para os próximos 3 anos.

1. Que balanço faz do trabalho realizado pela Direção a que presidiu neste mandato de 3 anos que agora está a concluir-se?
RESPOSTA: Sinceramente, entendo que o balanço será globalmente positivo. Naturalmente, prefiro que sejam outros a avaliar o trabalho que eu e toda a minha equipa realizámos. Mas se a questão me é colocada, tenho de reconhecer que sinto termos correspondido às expectativas que em nós depositaram os associados da AIMMAP quando nos elegeram.
Como é sabido, integrava já anteriormente a Direção da AIMMAP enquanto seu vice-presidente. Pelo que, não só estava profundamente identificado com a realidade da associação como me encontrava igualmente sintonizado com o trabalho que vinha a ser realizado pelas direções anteriores.
Quando assumi a presidência deixei claro que iria tentar prosseguir o bom trabalho em curso, sem prejuízo de pretender imprimir o meu próprio cunho pessoal não só em questões de forma como também de substância. No nosso programa de candidatura identifiquei inclusivamente três matérias que entendi que deveriam ser prioritárias: a formação, a internacionalização e a inovação. Sem falsas modéstias, julgo que foram concretizadas iniciativas muito importantes nessas três áreas. Para além disso, foi feito um trabalho altamente meritório numa área vital da associação como é a contratação coletiva. E sem prejuízo de muitas outras coisas importantes que foram realizadas, quero destacar ainda mais três pontos que me parecem essenciais. Em primeiro lugar o facto de termos cumprido sistematicamente os nossos orçamentos e de termos consolidado as nossas boas contas. Em segundo lugar, a circunstância de os nossos serviços terem sido eficientes e competentes no suporte aos associados, apoiando-os diariamente na resposta célere às questões por estes colocadas nas mais diversas áreas. Finalmente o facto de termos conseguido afirmar publicamente a AIMMAP bem como ajudado a conferir uma maior notoriedade ao setor metalúrgico e metalomecânico.

2. Quais foram as principais marcas deste mandato?
RESPOSTA: Quando trabalhamos empenhadamente em prol de interesses comuns, sempre que sentimos que as nossas iniciativas estão a surtir efeitos positivos para aqueles que representamos não podemos deixar de sentir uma grande satisfação. Consequentemente, depois de um mandato que foi sem quaisquer dúvidas intenso, é difícil selecionar um número restrito de iniciativas que nos tenham marcado pois a tentação é a de abordar todas.
Apesar disso, tendo que reduzir o leque, há talvez cinco, pelo seu simbolismo, talvez tenham sido as mais gratificantes.
Devo referir nesse âmbito, em primeiro lugar, a gestão dos processos negociais em sede de contratação coletiva. Sem falsas modéstias, atrevo-me a dizer que foi realizado por esta direção um trabalho altamente positivo para as nossas empresas. Tivemos a competência de outorgar com os sindicatos da UGT um novo contrato coletivo de trabalho que substituiu definitivamente os contratos obsoletos do passado e introduziu um conjunto de regras inovadoras e flexíveis que muito contribuíram para que as nossas empresas pudessem ser mais competitivas. Para além disso, conseguimos manter uma forte contenção salarial no setor, salvaguardando a competitividade das empresas e mesmo a própria viabilidade das nossas associadas que apresentam maiores dificuldades. E conseguimos ainda, muito recentemente, renovar o referido contrato coletivo, através de um acordo que teve inclusivamente uma forte tónica social consubstanciada na atualização para € 500,00 do salário mínimo em vigor no setor.
Outra iniciativa muito importante foi a implementação do Programa Formação-Ação, vocacionado para a formação de empresários. Diz-se por vezes que os empresários não estão disponíveis para receber formação. Mas nós desmentimos objetivamente essa especulação, levando a efeito sucessivas edições daquele programa, abrangendo até ao momento mais de uma centena de empresários e gestores.
Quero também destacar o trabalho que foi feito no domínio da internacionalização. Submetemos ao COMPETE diversos projetos de internacionalização, através dos quais ajudámos as nossas empresas a financiarem o seu trabalho em tal domínio, seja no âmbito de missões empresariais que a própria AIMMAP organizou, seja no quadro de participações conjuntas em feiras internacionais de referência que a nossa associação também promoveu. Para além disso, ainda nesse contexto, potenciámos que Portugal fosse o país convidado de honra da edição de 2011 do MIDEST – uma feira de referência da subcontratação industrial -, tendo promovido um conjunto de eventos que muito dignificaram o setor e o país. Finalmente, levámos a efeito uma iniciativa altamente inovadora, tendo constituído em conjunto com 17 empresas associadas uma sociedade comercial de direito brasileiro com sede em São Paulo, para promoção dos interesses comerciais das empresas que aderiram ao projeto em causa. Refiro-me concretamente à AIMMAP Brasil, a qual está a trabalhar desde julho de 2012. Essa foi uma iniciativa de que também muito nos orgulhamos, tendo contribuído em primeiro lugar para dar resposta às expectativas das empresas aderentes mas também para um reforço da notoriedade da nossa associação e do nosso setor.
Uma quarta marca que considero ter ficado registada no nosso mandato, consiste no trabalho que foi feito no domínio da cooperação e muito em especial numa iniciativa específica que caminha para a sua terceira edição: a compra de energia elétrica em grupo. A concretização desse projeto permitiu que as empresas associadas envolvidas obtivessem significativas poupanças no que concerne aos custos decorrentes do consumo de energia elétrica. Até ao momento abrangemos nessa iniciativa mais de 80 empresas, o que é um número já muito razoável.
Finalmente não posso deixar de fazer referência à realização de um estudo abrangente sobre o setor, o qual muito tem contribuído para que o setor seja mais reconhecido aos mais diversos níveis. A iniciativa de levar a efeito esse estudo partiu da direção anterior, presidida pelo meu Amigo António Saraiva, o qual faço questão de aqui saudar pelo excelente trabalho que também enquanto Presidente da CIP está a realizar.

3. O que acha que ficou por fazer?
RESPOSTA: Por muito que estejamos de consciência tranquila quanto ao trabalho realizado, é inevitável que fiquemos sempre com a sensação de que poderíamos ter feito mais. Mas devo dizer que apenas uma questão me deixa relativamente frustrado: o facto de não ter sido ainda possível reestruturar o movimento associativo no setor e concretizar a fusão entre as duas associações existentes. Num país como Portugal não faz sentido que continuem a existir mais do que uma associação em alguns setores – como é o caso do nosso. Estou plenamente convencido de que todos somos prejudicados pelo facto de haver mais do que uma associação no âmbito do setor metalúrgico e metalomecânico.

4. Qual é em sua opinião o estado atual do setor metalúrgico e metalomecânico?
RESPOSTA: É sempre muito difícil dar uma resposta a essa questão quando se está perante um setor tão vasto e tão heterogéneo como o setor metalúrgico e metalomecânico, o qual abarca inúmeras realidades distintas entre si.
Não obstante é possível dizer-se que, em termos globais, o nosso setor é sem quaisquer dúvidas o mais importante da indústria transformadora nacional, com um peso muito significativo nas exportações. Aliás, a esse respeito deve sublinhar-se o facto ter exportado em 2012 cerca de 13 mil milhões de euros, o que representa uma terça parte das exportações da indústria transformadora. Este número traduz um crescimento de 7% relativamente ao ano anterior, sendo ainda de destacar que o crescimento das vendas para fora da União Europeia foi de 50%.
É por outro lado notável verificar-se que o nosso setor, mesmo na atual conjuntura de forte contração da economia portuguesa, está a manter os respetivos postos de trabalho, havendo inclusivamente crescimento de emprego em muitas empresas. E é também de assinalar o facto de o setor estar a atrair investimento nacional e também estrangeiro, sendo porventura o único em que isso está a suceder de uma forma sistemática e não apenas pontual.
Para além do exposto há um conjunto de indicadores através dos quais se pode aferir a vitalidade e a evolução do setor. É aquele em que há mais investimento em investigação e desenvolvimento, o segundo da indústria transformadora em que mais se investe em propriedade industrial e o que tem mais empresas certificadas. E destaca-se ainda pelo crescimento da formação profissional ministrada, pela redução da sinistralidade laboral e também pelo cumprimento crescente de critérios de responsabilidade social.
Todos estes são números e indicadores muito relevantes para o setor no seu todo e que são cada vez mais reconhecidos pelos poderes públicos e pela sociedade civil.
Apesar de tudo, temos consciência de que nem todas as empresas do setor estão em condições de revelar a mesma saúde económica e financeira. Aquelas que se dirigem predominantemente aos mercados externos estão naturalmente melhor. Mas as que trabalham apenas para o mercado interno estão a sofrer fortemente as consequências da crise que afeta o nosso país. Como é óbvio, uma das nossas principais preocupações é precisamente ajudar a resolver muitos dos problemas com que as empresas mais fragilizadas se confrontam.

5. Está disponível para assumir um novo mandato na presidência da Direção da AIMMAP?
RESPOSTA: Posso anunciar que estou efetivamente disponível para assumir um segundo mandato como Presidente da AIMMAP. Devo dizer que não obstante me sinta honrado pelo facto de ter ocupado este cargo e mesmo orgulhoso pelo trabalho que sinto ter sido feito, não estava nos meus propósitos recandidatar-me. Parece um lugar comum mas neste caso é mesmo verdade. Todavia, acabei por ser sensível aos argumentos dos que me incentivaram a continuar mais 3 anos. Na verdade, algumas das iniciativas lançadas ao longo deste primeiro mandato ainda estão incompletas. Pelo que entendo ser minha responsabilidade prosseguir e concluir alguns desses projetos. Refiro-me concretamente, entre vários exemplos que também poderia citar a propósito do mesmo, ao programa de incentivo à inovação que estamos a conceber, às iniciativas de compra em grupo que gostaria de ter a oportunidade de ajudar a consolidar ou à operação que temos no Brasil e que enquanto responsável pela sua criação gostaria de acompanhar de perto até ao final.
Para além do exposto, tenho a consciência plena das enormes dificuldades com que o país se confronta. É inevitável que o nosso setor venha a sofrer em consequência dessa crise. E é também altamente provável que a própria AIMMAP venha a sofrer danos colaterais. Não ficaria bem comigo se não estivesse disponível para ajudar a enfrentar essas previsíveis dificuldades com que as nossas empresas e a nossa associação se confrontarão.
No seu conjunto, as razões atrás enunciadas foram decisivas para a minha decisão de ficar um segundo mandato.

6. E quais serão as principais prioridades para o novo mandato de 3 anos na Direção da AIMMAP?
RESPOSTA: A principal prioridade é genericamente a de ajudar as empresas associadas. E nesse sentido, pretendo que os nossos serviços continuem a prestar um serviço de excelência aos sócios no domínio da consultadoria.
Por outro lado, tendo presente que o principal problema que afeta as nossas empresas é a falta de liquidez, teremos a preocupação de contribuir para soluções que potenciem o seu financiamento e também a sua recapitalização.
Numa outra vertente, iremos promover iniciativas que ajudem a aumentar ainda mais as exportações. Queremos que as empresas que já exportam possam aumentar as suas vendas para o exterior e ao mesmo tempo diversificar os destinos dos seus produtos. E pretendemos igualmente ajudar os que ainda não exportam a passar a fazê-lo. Esse trabalho será implementado em primeiro lugar através dos nossos projetos de internacionalização. Mas também será desenvolvido através da criação de novas sociedades comerciais em mercados emergentes com grande potencial como por exemplo a Argélia e a Colômbia.
Continuaremos por outro lado a investir fortemente no sentido de estimular as nossas empresas a apostarem cada vez mais na inovação. Até ao momento tem sido feito um trabalho de preparação das iniciativas que agora iremos concretizar no caso de sermos reeleitos. É nosso propósito não só disseminarmos boas práticas de inovação como também ajudarmos as nossas empresas a acederem com maior facilidade aos fundos europeus para apoio nesse domínio. Para tal efeito, iremos continuar a realizar conferências e seminários com especialistas na matéria, sendo também nossa intenção criar um gabinete que auxilie os associados a montar projetos nessa área.
Vamos igualmente continuar a apostar fortemente na formação, nomeadamente a empresários e gestores no quadro do Programa Formação-Ação e também no domínio da iniciativa “Encontros com Tema” que será levada a efeito em articulação com a AFTEM.
A contratação coletiva vai continuar a merecer a nossa maior atenção, certos que estamos da enorme repercussão que a mesma tem na competitividade das empresas.
Outro ponto muito importante da nossa atividade continuará a ser a articulação que mantemos com as restantes entidades de suporte ao setor e em cuja gestão estamos envolvidos como são os casos, entre outros, do CATIM, do CENFIM, da AFTEM, da PRODUTECH, do INEGI e da CERTIF.
Finalmente, vamos continuar profundamente envolvidos nas estratégias delineadas e desenvolvidas pela CIP, a qual é e continuará a ser a legítima representante da indústria nacional no seu todo e o polo agregador do mundo empresarial português. É essencial que a CIP continue a ser o baluarte da economia de mercado e o único interlocutor do estado em representação das empresas. O trabalho desenvolvido pela CIP sob a liderança de António Saraiva tem sido verdadeiramente decisivo para a vida das empresas. Vamos continuar a contribuir com a nossa quota parte para que assim continue a suceder."

Reindustrializar Portugal

Na edição n.º 204 da “TecnoMetal”, Aníbal Campos, presidente da direção da AIMMAP e também diretor da revista em causa, chamou a atenção no seu editorial para o facto de o Ministro Álvaro Santos Pereira estar a aparentemente a dar alguma esperança ao país no sentido de poder vir a bater-se de forma decidida pela reindustrialização do país.

O assunto abordado pelo presidente da AIMMAP merece sem quaisquer dúvidas a maior reflexão por parte de todos os que se preocupam com o tema, sendo pois por tal motivo que se transcreve nas linhas subsequentes o referido editorial.

"Reindustrialização

Temos assistido nas últimas décadas a um lamentável processo de desindustrialização da economia portuguesa.
Acresce que a Europa no seu todo, com algumas honrosas exceções, tem feito exatamente a mesma coisa.
Contra a opinião daqueles que estão no terreno a procurar ciar riqueza e gerar emprego, os iluminados que nos têm governado tentaram criar a ilusão de que era possível sobreviver sem indústria.
No início deste século vinte e um vimo-nos atolados nesta crise, emergente em grande parte da teimosia de se insistir numa fantasia estapafúrdia.
Pouco a pouco, os europeus vão-se apercebendo do logro a que foram conduzidos e percebem que não é possível a Disneylândia que lhes foi prometida, sem produção industrial e consequentemente com cada vez menor conhecimento.
É já muito tarde para evitar os prejuízos causados por décadas de políticas irresponsáveis. Mas talvez seja possível remediar alguns males.
Parece haver no governo português um responsável com vontade de fazer alguma coisa neste domínio: o Ministro Álvaro Santos Pereira.
Depois de meses a fio asfixiado pela ditadura imposta pelo seu homólogo das Finanças, o Ministro da Economia e do Emprego está a conseguir finalmente afirmar publicamente as suas ideias. E depois de tanto tempo aparentemente divorciado dos problemas da realidade industrial portuguesa, o referido Ministro parece ter afinal algumas boas ideias sobre o assunto.
Antes tarde do que nunca! E seja bem vindo Senhor Ministro!
O país precisa de consolidar uma indústria transformadora forte. E para esse efeito, é fundamental um Ministro da Economia que conheça a indústria, que se identifique com os empresários e empreendedores e que inclusivamente tenha coragem de fazer frente ao Terreiro do Paço e a outros poderes inibidores da atividade empresarial.
Já tivemos oportunidade de dizer publicamente que o atual governo português tem excesso de finanças e défice de economia.
O Ministro da Economia parece querer dar-nos a esperança de poder vir a equilibrar essa contabilidade. Esperamos pois que não defraude as nossas expectativas e que seja consequente no seu propósito de ajudar a reindustrializar o país.
Para esse efeito é vital que visite as empresas, que fale com os empresários e que se articule com as associações.
Enquanto empresas, empresários e associações, conseguiremos seguramente contribuir com sugestões práticas importantes que o ajudarão a implementar as medidas mais ajustadas às necessidades do país.
E é caso para dizer diretamente ao Senhor Ministro: ajude-nos a ajudá-lo que o país irá agradecer!

O Presidente da Direção
Aníbal Campos"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Estamos a perder os nossos ativos humanos

Na edição n.º 203 da revista “TecnoMetal”, o presidente da direção da AIMMAP e diretor da revista, Aníbal Campos, no seu editorial, chamou a atenção para um facto altamente inquietante para as empresas e para a economia portuguesa em geral.

Concretamente, referiu-se à fuga para o estrangeiro de jovens licenciados e trabalhadores qualificados de que as nossas empresas necessitam.

Lamentou particularmente a circunstância de tal situação estar a começar a envolver trabalhadores que já estavam empregados em Portugal mas que ainda assim preferem procurar um futuro melhor em empresas estrangeiras.

Tendo em conta a pertinência e a importância das palavras do presidente da AIMMAP, transcreve-se nas linhas subsequentes o referido editorial.

"Fuga de quadros e trabalhadores qualificados


É sabido que Portugal está a assistir desde há alguns anos a mais uma vaga de emigração.
Tendo sido Portugal, ao longo de várias décadas do século XX, um país marcado pela emigração, esta nova vaga não mereceria por si só uma grande reflexão.
Porém, a verdade é que desta vez há fatores e circunstâncias que são novos e geram preocupação acrescida.
No passado, os portugueses que emigravam eram pessoas normalmente com muito poucas qualificações que estavam disponíveis para trabalhos duros e mesmo violentos no sentido de fugir à pobreza.
Já a nova emigração, passou a ser constituída maioritariamente por jovens licenciados, que não encontram no país nem emprego, nem esperança.
Naturalmente, a fuga de cérebros em cuja formação Portugal havia investido tem de nos preocupar enquanto país e enquanto economia.
Mas pode aceitar-se os argumentos daqueles que defendem haver algumas vantagens resultantes da situação em causa. Nomeadamente, que o fenómeno contribui para reduzir o desemprego jovem em Portugal e que irá propiciar a criação de uma rede de inteligência portuguesa nos diversos cantos do mundo desenvolvido. E ainda que esses jovens irão regressar quando a situação económica do país melhorar, podendo então contribuir para a riqueza do país não só com aquilo foi o objeto da sua formação em Portugal como ainda com a experiência adquirida em boas empresas no exterior. 
Sucede porém que, nos últimos tempos, este fenómeno está a sofrer ajustamentos altamente inquietantes. E já não emigram apenas os licenciados desempregados ou à procura do primeiro emprego.
Na verdade, temos conhecimento – inclusivamente em empresas do setor metalúrgico e metalomecânico -, de várias situações em que jovens quadros ou trabalhadores altamente qualificados se despediram e foram trabalhar para o estrangeiro.
Este é seguramente o ponto mais baixo a que a uma economia dita desenvolvida pode chegar. O ambiente em que vivemos não atrai minimamente os quadros e técnicos de que necessitamos. E nem sequer cria condições para manter os que cá estão.
Pelo contrário, repele aqueles que mais falta fazem às nossas empresas: jovens quadros ou trabalhadores qualificados com alguma formação já feita na empresa e nos quais muito se apostava.
A razão invocada pelos nossos colaboradores que se despedem em direção à emigração é arrasadora. Não se trata apenas de ir ganhar mais dinheiro, mas sim de procurar uma carga fiscal menos pesada e mais previsível.
Em Portugal a carga fiscal é cada vez mais violenta. E como se isso não bastasse as regras estão sempre a mudar, sendo cada vez mais penalizadoras de quem cria riqueza. Pelo que, naturalmente, ninguém terá legitimidade moral para censurar aqueles que não estão dispostos a aceitar trabalhar nesse ambiente hostil e têm ainda a energia e a força suficientes para emigrar.
Mas no final do dia, todo o nosso país vai pagar uma fatura tremenda por causa desta fuga de quadros e trabalhadores qualificados.
As empresas já estão a sentir o anúncio dessa fatura. Perdem os seus quadros do futuro e não os conseguem substituir, uma vez que aqueles que eventualmente teriam capacidade para isso já emigraram também.
Se este fenómeno se agravar vamos seguramente descapitalizar as empresas portuguesas dos seus mais importantes ativos humanos. E nessa altura, mesmo que contra todas as expectativas a receita imposta pela troika venha a ter sucesso, ariscamo-nos a ficar com um orçamento equilibrado mas sem economia. Ao contrário do que se anda dizer, nós não vamos empobrecer. Vamos pura e simplesmente definhar!
O Presidente da Direção
Aníbal Campos"

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Estimular a Inovação

No editorial da edição n.º 202 da revista “TecnoMetal”, o presidente da direção da AIMMAP e diretor da revista, Aníbal Campos, alertou para o facto de o nosso país estar a conseguir captar muito pouco financiamento comunitário para apoio à Inovação.

Denunciou ainda o facto de a definição conceptual de Inovação ser frequentemente encarada em Portugal de uma forma altamente restritiva.

Considerando a acuidade do tema abordado, transcreve-se nas linhas subsequentes o referido editorial.

"Financiamento comunitário à Inovação

Foi recentemente anunciado que o estado português tem sido, nos últimos tempos, um dos países com melhor execução dos fundos do QREN.
Esta é seguramente uma boa notícia que além disso não deixa de ser surpreendente face à perceção que havia sobre o assunto.
E quanto a isso, há pois que dar os parabéns às entidades que em Portugal intervêm na gestão dos fundos em causa.
Apesar de tudo se analisarmos todos os números neste âmbito com algum detalhe, constataremos que em algumas matérias há muitas coisas a melhorar. E uma dessas é claramente a questão da Inovação.
Há muito tempo que Portugal deixou de poder competir nos mercados globais com base em políticas de preços baixos. Nesse sentido, a aposta tem sido a de produzir e vender cada vez mais produtos com maior valor acrescentado.
No nosso setor, essa evolução tem sido muito clara, sendo visível o investimento efetuado pelas empresas nos chamados fatores de diferenciação.
A aposta na Inovação é seguramente uma das mais importantes que as empresas nacionais poderão fazer nesse processo de alteração do seu posicionamento no mercado.
Em todo o caso, como é sabido, o investimento em Inovação – aí compreendida a Investigação e Desenvolvimento -, implica para as empresas um forte esforço financeiro.
No atual contexto de crise, em que as empresas em geral se confrontam com graves dificuldades no acesso ao financiamento, a margem que sobra para investimento em Inovação é por vezes residual.
Consequentemente, é verdadeiramente fundamental que as empresas portuguesas e o país em geral obtenham cada vez mais financiamento comunitário para fazer face a tais necessidades de investimento.
Seria pois expectável que esse trabalho de captação de fundos para uma área que é verdadeiramente estratégica estivesse a ser feito de forma consistente.
Sucede que, analisados os números neste âmbito, confrontamo-nos com conclusões que chegam a ser quase chocantes.
Na verdade, em sede de Inovação, o nosso país está a ser atualmente contribuinte líquido no seio da União Europeia. Ou seja, a contribuição financeira do país nesse âmbito é quantitativamente superior aos montantes que capta de financiamento comunitário no mesmo domínio.
Isto implica que Portugal está a apoiar o investimento em Inovação dos outros países da União Europeia num valor que é superior à ajuda que recebe.
Sendo Portugal um dos países mais debilitados da UE e também um daqueles em que a cultura de Inovação se encontra menos disseminada aos mais variados níveis, aquela constatação suscita a maior perplexidade.
Impõe-se assim que se faça alguma coisa de concreto no sentido de inverter esta realidade.
A primeira coisa a fazer passará necessariamente por desafiar as empresas a submeterem cada vez mais os seus projetos de Inovação a financiamento comunitário.
Para tanto, compromete-se a AIMMAP continuar e mesmo reforçar o trabalho que tem desenvolvido nesse domínio, seja diretamente, seja através das entidades em que está envolvida como o CATIM, a PRODUTECH ou o INEGI, entre outros.
Outra intervenção fundamental passa por uma redefinição das políticas públicas de incentivo à Inovação, as quais continuam, do ponto de vista conceptual, a ser altamente restritivas. A indústria portuguesa é constituída por uma maioria esmagadora de micro, pequenas e médias empresas. Não obstante, em Portugal os modelos idealizados nesse âmbito adequam-se preferencialmente à realidade das grandes empresas, as quais, conforme é sabido, são uma pequena minoria do nosso tecido empresarial.
Com todo o respeito que é devido ao trabalho desenvolvido aos mais diversos níveis pelas grandes empresas, há todavia que assumir a coragem de ajustar as políticas de incentivo à Inovação à realidade das PME’s.
Há que reconhecer os esforços desenvolvidos diariamente pelas PME’s no sentido de inovarem em novos produtos, em novos processos de fabrico ou mesmo em novos paradigmas de organização.
Há que ter a consciência de que, nas PME’s, a Inovação jamais poderá ser um departamento estanque das organizações, estando sim integrada de uma forma incindível em tudo o que é feito no dia-a-dia.
Há que estimular e reconhecer os avanços efetuados nesse domínio por pequenos empresários e respetivos trabalhadores.
E, mais ainda, há também que sensibilizar as empresas e o Estado para a enorme amplitude do próprio conceito de Inovação.
Finalmente, importa continuar a apostar numa crescente aproximação entre as empresas e as universidades. E interessa igualmente explicar com pragmatismo que a Investigação não se reduz à investigação científica e tecnológica da mesma forma que a Inovação não se cinge à inovação tecnológica.
O Presidente da Direção
Aníbal Campos"

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sempre tarde e a más horas

Na edição n.º 201 da revista “TecnoMetal”,no respetivo editorial, Aníbal Campos,  presidente da direção da AIMMAP e diretor da revista, lembrou uma característica verdadeiramente típica dos portugueses.

Com efeito, não há dúvida de que a sina dos nossos compatriotas parece ser sempre a de tentar andar a reboque dos acontecimentos e reagir aos factos quando já é irremediavelmente tarde.

Por isso mesmo, nesta sua intervenção, referiu o presidente da direção da AIMMAP que andamos sempre a correr atrás do prejuízo.

Foi exatamente o que agora sucedeu com as medidas referentes ao corte de excessos de custos energéticos bem como à alteração do regime de licenciamento industrial.

Atendendo à importância do assunto em questão, transcreve-se nas linhas subsequentes o editorial em causa.

"Sempre a correr atrás do prejuízo

Foi anunciado que o governo irá cortar 170 a 190 milhões nos custos anuais da produção elétrica.

Esta é a concretização de uma das medidas preconizadas pela troika, a qual tinha chamado a atenção para o efeito negativo na economia dos excessos de apoios do estado português aos produtores de energia elétrica.
Segundo o Ministro da Economia, estas medidas deverão representar um corte de cerca de 1800 milhões de euros nos custos previstos para o setor elétrico até 2020, ou seja, poupanças de 40% face aos custos que estavam previstos.
Manifestamente, é estranho que a margem para cortar custos fosse tão ampla. E é legítimo concluir que andámos este tempo todo a gastar muito mais do que seria suposto.
O que se verifica é que apenas quando o país está verdadeiramente com a corda na garganta que os responsáveis políticos têm a coragem de reduzir custos que afinal são supérfluos.
Esta parece ser mesmo a nossa sina. Andamos sempre a correr atrás do prejuízo. E nunca conseguimos mudar o que está mal por inteligência mas sim apenas por necessidade ou até mesmo por cosmética.
Ainda recentemente tivemos um exemplo semelhante com a reforma do licenciamento do industrial, a qual, sendo uma medida positiva, não deixa ainda assim de ser tardia e descontextualizada. Na verdade, quando tínhamos dinheiro para investir, as burocracias impediam-nos de o fazer. E só quando não há crédito para suportar os nossos investimentos é que nos aliviam finalmente a carga burocrática.
Salvas as devidas proporções, este caso tem algumas similitudes. Quando tínhamos condições para ser mais competitivos, carregavam-nos com custos desnecessários. E só quando estamos verdadeiramente asfixiados é que nos poupam ao excesso de custos.
Não se pense que estamos contra as medidas aqui em causa ou que criticamos este governo em especial pelo que fez no âmbito destas duas medidas. Apenas lamentamos que neste país nunca se seja capaz de atuar nos momentos certos e que algumas medidas apontadas durante anos como fundamentais para a economia só sejam concretizadas quando o respetivo impacto acaba por ser pouco mais do que residual.
Independentemente do exposto, relativamente à questão concreta dos cortes nos custos anuais da produção elétrica, há aqui um outro dado que, no mínimo, nos deve merecer a maior atenção.
Com efeito, a previsão do governo é a de que a redução do peso destes custos na fatura irá ser de 5%. O que, para um leigo menos desconfiado deveria corresponder a uma diminuição do preço da energia elétrica nessa mesma percentagem.
Porém, segundo foi anunciado pelos jornais, o Secretário de Estado da Energia veio já dizer que aquela redução não significa que a fatura elétrica deixe de subir, uma vez que, passa a citar-se, “a evolução dos preços depende do mercado e do regulador.”
Perante estas afirmações, a minha experiência permite-me desde já arriscar uma previsão: os preços da energia elétrica não irão descer e é até provável que continuem a aumentar. E nem as empresas nem as famílias irão beneficiar minimamente destas medidas. Pode ser – e espero -, que me engane. Mas daqui a um ano estaremos aqui para fazer um balanço.

O Presidente da Direção
Aníbal Campos"

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Conceção do novo quadro comunitário de apoio

No editorial da edição n.º 200 da revista “TecnoMetal”, o presidente da direção da AIMMAP alertou para o facto de ser necessário que o governo se articule de forma efetiva com as organizações empresariais na preparação do quadro comunitário de apoio para o período de 2014 a 2020.

Tendo em conta a pertinência do tema, transcreve-se em seguida o referido editorial.


"A preparação do novo quadro comunitário de apoio

O governo português está atualmente a preparar o futuro quadro comunitário de apoio, para o período de 2014 a 2020.
Naturalmente, este assunto integra matéria de especial complexidade e melindre e que envolverá inevitavelmente, em determinados domínios, pelo menos nesta fase, alguma cautela na sua divulgação ao grande público.
Admito que haja inclusivamente determinados temas que terão de ser negociados pelo governo português junto da Comissão Europeia com uma dose acrescida de sigilo.
Essa eventual necessidade de sigilo não pode vir porém a traduzir-se em secretismo.
Como é evidente, o governo não sabe tudo sobre tudo. Pelo que é fundamental que tenha o cuidado de envolver um vasto conjunto de parceiros na conceção da estratégia que pretenderá implementar para que o país possa beneficiar dos fundos comunitários de uma forma eficaz e catalisadora da economia.
Não é sequer concebível que o governo de um país como Portugal tencione concentrar em si mesmo todas as responsabilidades e competências numa matéria como esta. E que, nomeadamente, ignore em tal domínio as empresas e as associações que as representam.
Sucede que, até ao momento, parece-nos que o governo não está a ouvir nem a consultar ninguém. E que está a avançar sozinho neste processo fundamental para o país.
Estamos certos de que o governo vai ainda ter oportunidade de escutar as mais diversas organizações empresariais na preparação do novo quadro de apoio. Mas não há dúvidas de que já irá tarde.
No passado, este tipo de posturas de anteriores governos em situações idênticas conduziram ao desaparecimento do setor das pescas, ao enfraquecimento da agricultura e ao desmantelamento de uma parte substancial da indústria.
Estamos atualmente a viver os efeitos dessas verdadeiras calamidades. Pelo que seria muito avisado que o atual governo português refletisse bem nos erros daqueles que o procederam na condução dos destinos do país.
Há matérias que, pela sua importância, não podem ficar apenas nas mãos dos políticos. Há mais gente a saber pensar e a projetar o futuro. E além disso, há quem conheça muito melhor o país em que vivemos.
Desperdiçar nesta matéria o contributo de quem poderá ter uma palavra útil a dizer, seria seguramente mais um erro histórico a acrescentar à sucessão de imprudências que se foram avolumando em quase 30 anos de integração europeia.
Não obstante o exposto, tenho de reconhecer – o que faço com gosto -, que há sinais positivos na ação governativa. E a notável entrevista que o Secretário de Estado Carlos Oliveira concedeu a esta edição da TecnoMetal, e que os nossos leitores têm pois a oportunidade de analisar, é seguramente um excelente exemplo para ilustrar essa minha afirmação.

O Presidente da Direção
Aníbal Campos
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